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Noções básicas - GPL - Gás de Petróleo Liquefeito

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Noções básicas - GPL - Gás de Petróleo Liquefeito

Mensagem por Convidad em Seg 21 Maio - 16:31:12



O gás de Petróleo liquefeito consiste numa mistura de gás propano com butano, ou seja, é um subproduto da refinação do petróleo bruto. A transformação de um carro a gasolina para GPL tem um custo médio que ronda os 1600 euros, podendo ser um pouco mais caro para os motores mais complexos. Uma das grandes desvantagens é que esta alteração num carro novo acarreta a perda da garantia do motor e do sistema eléctrico (razão porque os carros mais antigos são os mais utilizados), em contrapartida, a economia que a utilização do GPL em relação à gasolina ultrapassa largamente os 50 por cento.

A escolha do depósito
Apesar das óbvias vantagens económicas, uma instalação GPL comporta alguns inconvenientes, mesmo numa viatura fora da garantia. Um deles é a montagem do depósito do GPL no porta-bagagens, podendo reduzir a capacidade da bagageira no caso do depósito ser cilíndrico ou roubar o espaço reservado ao pneu sobresselente no caso de optarmos por um depósito toroidal.



Em qualquer dos casos, o GPL é armazenado no estado liquido, sendo esta uma das razões porque o enchimento nunca é total, de forma a que fique sempre no interior do depósito uma zona de expansão, para evitar que, com a temperatura, a pressão interna suba demasiado.
Associado ao depósito mas não fazendo parte deste encontra-se uma multiválvula, que tem por função controlar a entrada e saída do GPL no estado líquido e também o enchimento e eventuais descargas para o exterior, caso a pressão interna atinja valores elevados.


Uma vez escolhido o tipo e o local de montagem do reservatório, o passo seguinte consiste em instalar as tubagens que conduzem até ao motor, onde é montada a gestão electrónica que controla a injecção do GPL. É nesta fase que se instala uma válvula eléctrica de corte na tubagem, que só abre quando a ignição é ligada, para além da que está junto ao depósito.

Três tipos de sistemas
Na escolha do tipo de instalação podemos escolher entre o sistema tradicional ou o de injecção electrónica. A primeira solução pode ser facilmente instalada em qualquer tipo de motor e funciona segundo o princípio básico de carburação, em que qualquer combustível (neste caso o GPL) se mistura com o elemento comburente (oxigénio).
Este sistema tem como equipamento principal um misturador instalado na admissão de ar, um gaseificador (para garantir que o GPL chega ao motor no estado gasoso e nas proporções ideais) e um comutador que, normalmente, se encontra instalado no interior da viatura para podermos comutar o uso do GPL ou da gasolina. Este deve estar situado num local visível e também indicar a quantidade de GPL que se encontra no depósito.



O sistema de injecção electrónica é mais completo, pelo que, existem kits específicos para cada modelo e tipo de motor. Este é composto por injectores de GPL, um doseador de caudal para garantir a mesma quantidade de GPL para cada injector, a centralina de injecção e o comutador.
A centralina não é mais nem menos que um comutador que recolhe e analisa um conjunto de dados, a fim de ajustar a injecção. Este sistema permite optimizar a utilização do GPL no que diz respeito ás prestações e á economia.
Existe ainda um terceiro tipo de instalação que junta um pouco das duas tecnologias descritas. Os três tipos de instalação aplicam-se, desde os motores mais antigos, com carburador, até aos mais modernos, com injecção multiponto, passando pelos carburadores electrónicos ou injecção monoponto.

Testes finais

Depois da montagem feita é altura de se fazerem as afinações finais para que o motor trabalhe com o máximo de rendimento, quer quando trabalha a GPL, quer quando trabalha a gasolina. Para isso, são feitas várias leituras, nomeadamente de CO (monóxido de carbono) e efectuados os ajustes necessários na centralina.
Este teste final deverá decorrer durante algumas dezenas de quilómetros, principalmente se o sistema escolhido for o tradicional. Este tipo de instalações exigem, muitas vezes, uma segunda ou até uma terceira afinação durante as primeiras semanas de utilização.

Kits á medida

Os kits de GPL são hoje à medida de cada modelo e variam conforme o tipo de alimentação do motor. As motorizações mais antigas, que ainda utilizam carburador, requerem os sistemas mais simples, enquanto os sistemas de injecção mais recentes recorrem a kits mais complexos.
Os preços da instalação podem variar entre os 800 e os 2500 euros. Por exemplo, para um Citroen C4 com motor de 4 cilindros a gasolina o preço é de 1620 euros, enquanto para um Bmw M5 da geração anterior com motor de 6 cilindros o preço sobe para os 2500 euros. O depósito está incluído, mas a sua capacidade e formato são à escolha.

Perguntas mais frequentes


O GPL aumenta o consumo? Em que percentagem?
Sim, mas percentagem depende do kit montado e da sua afinação. No entanto, testes realizados registaram um desvio de cerca de 20 por cento. Mesmo assim, a poupança é significativa.

Porque é que o GPL polui menos que a gasolina?
Porque os combustíveis gasosos possuem uma baixa relação entre o número de moléculas de carbono e de hidrogénio, produzindo uma menor quantidade de monóxido de carbono (CO[size=85]2[/size]) e maior quantidade de vapor de água.
Além disso, como se misturam mais facilmente com o ar, dão origem a misturas mais homogéneas e por isso mesmo, mais fáceis de queimar.

Porque é que o GPL não pode ser utilizado nos motores a gasóleo?
Teoricamente, não é de todo impossível que um motor a gasóleo funcione com GPL, no entanto, o seu desempenho requer uma afinação muito difícil de obter. Porquê? Porque a velocidade de propagação da chama é mais baixa que a dos combustíveis líquidos e, por isso, o motor necessita de uma energia de ignição maior. Isto implica rever o processo de ignição do motor diesel.

O autocolante no exterior da viatura é mesmo necessário?
Infelizmente, é. Segundo a legislação, a falta desse elemento identificador dá direito a multa. Houve, no entanto, uma revisão dos espaços de estacionamento que podem receber os carros com sistemas GPL. Desde que sejam arejados é possível estacionar.

Porque é que o depósito de GPL não se pode encher na totalidade?
Por questões de segurança, o depósito só enche até 80 por cento. Os outros 20 por cento servem para criar uma câmara de expansão para evitar que, com o aumento da temperatura, a pressão dentro do depósito não suba para níveis perigosos. O controlo do enchimento é feito por uma válvula que está junto do depósito. Ela interrompe o enchimento quando o depósito alcança 80 por cento da sua capacidade.

O motor pode funcionar sempre com GPL?
Os motores com carburador podem, mas não convém, enquanto nos motores de injecção não convém mesmo! O funcionamento da injecção de gasolina é essencial para a boa manutenção do circuito de alimentação, a fim de evitar qualquer tipo de entupimento. A gasolina também lubrifica algumas partes do motor, onde o GPL é ineficiente. Esta é uma das razões por que o motor começa sempre a trabalhar com gasolina.

Compensa transformar um carro para GPL, mesmo sendo novo?
Há que ter em conta que um carro novo perde a garantia do motor e da instalação eléctrica. É por essa razão que quase a totalidade das transformações é feita em carros usados. Nestes, como nos novos, compensa transformar para GPL face ao aumento constante dos preços da gasolina e do gasóleo.

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